Ficam tantas vezes palavras por dizer
Pensamos, sentimos
Sofremos amamos
Mas ficam as palavras por dizer
Recordamos dias passados
Relemos bilhetinhos
Deixados na passagem do tempo
Ficam na memórios carinhos e risos
Momentos marcantes...
Mas as palavras ficam por dizer
E quando damos conta
A distância pesa em anos de ausência
Continuamos a pensar
A sentir a sofrer e amar
E as palavras continuam por dizer...
Desta feita, vou dizê-las
Que embora pese a distância
E a passagem dos tempos
O nosso Amor está convosco
Seja Outono ou Inverno
Primavera ou Verão
Vocêm são constantes
no seio do meu coração...
Um grito seco
Sufoca-me
Quando tento expressar
O quanto vos amo
E o quanto lamento
Que não seja meu
O sangue que vos corre nas veias
Assim não temeria nunca
Deixar fluir o que sinto
Pois seriam meus também
Tão meus
Que não haveria distância
Fronteira ou barreira
Que me fizesse temer perder-vos
Mas fica o grito seco na garganta
Pois ventos varrem os tempos
Fazem passar os momentos
E palavras ficam por dizer
Surdas no silêncio
Daquilo que não se diz
Mas quem sabe
Num murmurio de uma brisa
Vos chegue em forma de beijo
toda a força do meu sentir
E em vossos corações
Se abra uma flor para mim
E deixe simplesmente fluir...
Sem ter medo de sofrer
gastei letras que me encantam em palavras feias
algures num devaneio de desalento
tenho não tendo sempre que encontro o que perco
perdendo sempre o que encontro
busco e rebusco
remexo em tempos idos na esperança de nada
porque sei que nada mais há a fazer
quando nada se pretende ou deseja
egoísmo,ignorância ou ganância
pouco importa
pois cada um deles transforma tudo o que podia ser belo
em negrume vasto e intenso
Tristes almas as vossas, tão negras
que cegam os vossos destinos
afasto-me então
pois sei não ter forças em mim
que diluam esse vasto e intenso negrume...
afasto-me
pois não quero deixar de ter minha alma iluminada
e amar com toda a minha essência
afasto-me com pena
reconhecendo ter perdido a batalha
mas assim sei que não me perco a mim
afasto-me...
...
...
(mas duvido que não volte...)
É puro encantamento
Ver o Amor transbordar
De um candido olhar
Que tudo promete
Em forma de amar
E cantam os anjos
Melodias de luz
Côr e Amor
Lançando magias
Ás noites e dias
E luzem caminhos
De estrelas e esperanças
Florescendo a cada passo
Ternas lembranças
Que um dia mais além
Sorrisos vos trarão
Acalentando vossas almas
Qual dia de Verão...
E quando um dia
Chegarem ao fim
Do vosso arco-íris
Irão descobrir
Que o maior tesouro
Foi serem felizes
Dedicado aos meus primos, Pedro e Lu...
Porque no silêncio da voz
Há palavras que não se dizem
Porque na sombra do olhar
Se esconde o Amor
Que não se partilha
Porque no gesto que se retrai
Morre o afago que não se faz
Porque na inércia dos braços
Fica o abraço que não se dá...
Não chega, a força do sentir
Não basta, a lógica do saber
É urgente!
Soltar as palvras presas
Dissipar sombras
Reerguer das cinzas
Saltar do marasmo
Transmitir, dar...
Amar...
E não obstante qualquer mágoa
É preciso saber Amar...!
Encalhei no tempo
Num espaço limitado
Infinito...
Já nada procuro
Se nem sei o que espero encontrar
Em redor
Barreiras desmoronadas
Permanecem intransponíveis
O horizonte tende a nublar-se
Até que o breu cubra
A existencia do ser
Sem fim
Nem principio
Sem ter onde ir
Ou o que procurar
Sem sequer saber
Se continuo a sorrir
Sem saber porque vivo
Limito-me
Abstenho-me de sentir
Sentindo no entanto
O quê?
Pois...não sei
Num frêmito de emoções apagadas
Passo o dia que se apresenta
E arrasto-me
Encalhada no tempo
Neste momento
Apenas passo...
Hoje, é um dia especial, em que mais uma vez o sonho ganha força e a esperança me alimenta a alma.
Hoje, faz 23 anos que fui Mãe pela primeira vez, e não obstante desavenças, mágoas e desilusões, o Amor
permanece e prevalece, assim como o sonho de o ver feliz e realizado na vida.
Para o André Alexandre, um feliz aniversário e o desejo de que encontre a côr do seu sonho...que será a
a minha, desde que ele esteja bem e feliz
Qual é a côr de um sonho?
Vibrante intenso...
Emoção escarlate!
Suave, fresca,
Qual céu ao amanhecer...
Laranja flamejante,
Quase fogo!
Qual magnífico pôr-do-sol...
Será breu estrelado,
Qual noite de Verão...
Cinzento lacrimejante...
Qual fria madrugada...!
Será côr volátil de vento...?
Ou será afinal
Um sonho, apenas vento!
Que varre uma existência
Não...
Vento apenas traz
E leva diferentes sonhos
De tantas cores, e afinal
De que côr é mesmo um sonho...?
Sinto saudade de mim
Do que sinto, do que penso
Do que digo, do que escrevo
Do que sonho...
Porque me perco
De quando em vez
Nos meandros de vários sentires
Onde nuvens negras se confrontam
Com raios de sol persistentes
Numa luta que demora...
E tantas vezes
Quando tudo parece estar perdido
Unem-se as cores e odores
De uma Primavera que triunfa
Perante o gelo mais cortante
E eis que surjo eu novamente
Para meu gaúdio
E de quem me quer bem
Agora, partilho pétalas de sentir
Gotas de pensamento
Aromas de sonhos...
Sei que um dia
Me perderei novamente
Nos meandros de vários sentires
Mas hoje
Enlevo-me em mim
Embala-me na luz das estrelas
Deixo que a Lua me beije
Descanso...
Espero pelo Sol da manhã
Sem pensar navego à deriva
Num sentir negado que perece...
Remexo no fundo da alma
Gemendo um múrmurio esperançoso
De encontrar farrapos dos sonhos
Que outrora luziam...
Busca infértil esta
Pois sonhos não me foram permitidos
E tendo a esquecer
Esta sombra do meu princípio...
Sento-me então
No fundo de mim
Remexo-me inquieta
Porque me conheço e no entanto
Não me reconheço nesta derrota
Que me inflijo
Castigo-me talvez
Por erros que nem sei
Se ao certo cometi
E remexo-me
No fundo de mim
E sei, com todas as certezas
Que sou muito mais
Tenho muito mais
Sinto tudo o mais
E remexo-me inquieta
Lembro-me então de procurar
Novamente no fundo de mim
Réstias de força
Para emergir
Sempre inquieta
No fundo de mim
Inconsciente da tua própria inocência
Enfrentas um mundo hostil
Com uma força gigante
E tão frágil que és...
Olho-te, pego-te, enrosco-te
Sinto-te sangue meu e dói
Pois também sangue meu
Te abandonou
Agarro as tuas pequenas mãos
Tento dar-te a sentir
Que estou aqui
E temo...
Pois não sei se tenho tempo
Porque não sei se tenho forças
O tempo escapa-me
A vida exige-me uma luta diária
E sei que estás aí
Sei que vais crescer
E receio não te viver o quanto quero
O quanto preciso...
Mas hoje
Respiro
E cultivo energias
Luzes e cores
Para que o teu futuro vibre
Numa esplendorosa Primavera
E amanhã,
Almejo ver-te sorrir
Depois....então se verá...
Até lá, beijo-te....